sexta-feira, junho 01, 2007

A não esquecer...


" Criança,
tu és o conforto
Criança, tu és o amor.
Tu, que tens alegria nos teus olhos
E que aos outros ofereces amizade;
Tu, que caminhas
Sem maus pensamentos
E que amas
Sem rodeios
Vem ...!
Vem comigo.
Dá-me a tua mão.
Criança,
Tu és o símbolo
Do amor
Da paz
E da liberdade.
Tu és o fruto
Da inocência
E da pureza.
Criança
Ajuda-nos a construir
Um mundo bom,
Como tu
Estrela brilhante!"

Paula Perna, "Criança!"
´
Porque todos nós sempre o seremos....

quinta-feira, maio 31, 2007

~*O REGRESSO*~

"Quando eu voltar,

que se alongue sobre o mar,

o meu canto ao Creador!

Porque me deu, vida e amor,

para voltar..."





Alda Lara, excerto d' "O regresso"


Finalmente estou de regresso... depois d uma pausa forçada...espero regressar a vida...pois este blogue é isso... é um pedacinho da nossa vida..do que sentimos.. do que somos...

Obrigada a todos os que nos acompanham nesta caminhada...e um obrigada especial a ti..passenger...que, mesmo distante, mantiveste o blogue vivo enquanto eu estive ausente...


...the_other_passenger...

segunda-feira, maio 14, 2007

quarta-feira, maio 09, 2007

5 dias para o final...

Votei-me durante 2 anos a escrever sobre aquilo que pensava importante, aquilo que fazia o eu reflectir sobre si mesmo e encarar o mundo de uma forma mais de acordo consigo e com as suas circunstâncias. Mas como tudo o que tem um princípio, este blog tem um fim... Dentro de 5 dias deixarei de escrever ou colocar novas fotos, nesse dia terei cumprido a minha missão de exorcizar demónios sociais e preconceitos.
Espero que tenha sido de proveito para os leitores, apesar de ter consciência que muitas vezes me deixei levar por circunstâncias pessoais e escrevi demais acerca de assuntos frugais e sem interesse. Espero também que as imagens postadas tenham sido interpretadas correctamente e não vistas como elemento apenas decorativo.
Agradeço à minha companheira de viagem, ~theotherpassenger~, todas as suas intervenções e planos.
Agradeço a todos os leitores o tempo dispendido.
Agradeço as poucas intervenções que foram feitas, até porque este blog era suposto causar controvérsia e diálogo...
Com isto me despeço...

Cumprimentos cordiais, ~passenger~

terça-feira, abril 17, 2007

Livro I, reza II

Uma fúria desmedida a conquistar a posse como que absorvedora dos céus e das estrelas persegue-me como um remorso de não ter cometido um crime.

segunda-feira, abril 16, 2007

Livro I, reza I

Pardon all my past transgressions, give me strength for days to come. Guide and guard me with Thy blessing till Thy angels bid me home.

sexta-feira, abril 13, 2007

Mais 32 dias de calmaria...

Todos sabem o que vem depois da tempestade... Mas... Afinal o que vem a seguir à calmaria?

Mudança

sexta-feira, março 02, 2007

Pausa...



Não podemos estar sempre no mesmo mundo.
Por vezes paramos e só quando a vontade volta o corpo se move... Chama-se a isso descansar para depois andar.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

O regresso...

Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!

Florbela Espanca- Nostalgia

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Chamo por ti, o outro passageiro...

Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais...

Antero de Quental - Oceano Nox

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Will you?

Son when you grow up,
would you be the savior of the broken,
the beaten and the damned?
Will you defeat them,
your demons, and all the non-believers,
the plans that they have made?
Because one day I'll leave you...

My Chemical Romance - Welcome To The Black Parade

sábado, janeiro 27, 2007

Recordar o passado...

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
- Sei que não vou por aí!

José Régio - Cântico Negro

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Em memória do meu irmão mais novo.

Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

Robert Frost - The Road Not Taken


Dedicado ao João

segunda-feira, janeiro 22, 2007

~ Mudar ~

Local: sem importância
Ambiente: irrelevante
Horas: perdidas

Sorrio...

Algo que fora perdido no meio de tanto fugir... Algo tão belo como um sorriso só pode ter uma origem pura, pelo menos espero que desta vez tenha razão. Desta vez não penso sequer em olhar para trás e arrepender-me dele, desta vez o caminho é certo, plano, os obstáculos afastam-se...
Sorrio...

Um agora, outro para a viagem...

Não! Para a viagem já tenho quem me acompanhe...

Não era ódio... Apenas sofrimento convertido.

As I draw up my breath,
And silver fills my eyes.
I kiss her still,
For she will never rise.

My Dying Bride - For My Fallen Angel

Auto-mutilação ou apenas esquizofrenia?

I’ve read you well
I just want to get away
Cos you used my love
I just need to get away

My trust in you has been abused
My trust in you has been overused

Muse - Host

Quando não percebes a tua vida lembra-te disto e sorri:

God is His own interpreter

Olney Hymns (LXVIII. Light Shining out of Darkness) - William Cowper

sexta-feira, dezembro 01, 2006

~ Tarde de Novembro na névoa ~

Local: numa rua na fronteira entre a França e a Alemanha
Ambiente: névoa densa como um toque de chuva
Horas: numa tarde de Novembro

Reconheço que sou humano, nunca quis mais do que ser uma pessoa normal, viver como um ser normal, poder olhar para tudo o que se passa à minha volta e poder sentir aquilo que os outros sentem... Mas nada disso é possível. Sinto aquilo que me rodeia de uma forma demasiado diferente.
Conformo-me na minha pequenez que é impossível alguma vez poder vir a compreender-te.
Como gostava que visses o que os meus olhos vêem, queria que pudesses ver toda esta névoa que me rodeia, queria que visses o mundo por estes olhos que agora largam uma lágrima...
Entretanto continuo a andar, sigo em frente enquanto os meus ombros se queixam do peso da mochila carregada, olho em frente e um sorriso emerge quando penso em tudo o que já se passou na minha vida. Surgem imagens estáticas de pessoas, momentos, cidades, aldeias, comboios, autocarros e metros...
Sinto-me feliz, não me arrependo de nada. Por isso, acendendo o meu eterno companheiro, sigo em frente.

Um agora... Outro para o caminho...

quarta-feira, novembro 29, 2006

Condenado a recordar

Vivo o presente
Esquecendo o passado
Aguardando o futuro.
Por isso
Estou condenado a repetir
Os erros do passado...
Sou humano?
Ou uma sombra social?

sábado, novembro 11, 2006

Contigo...


Não me moveria,
Nada diria,
Nada faria,
Apenas para evitar...
Estar a teu lado.

Esperar... Porquê?

What matter if I stand alone?
I wait with joy the coming years;
My heart shall reap where it hath sown,
And garner up its fruit of tears.

John Burroughs - Waiting

quinta-feira, novembro 09, 2006

Mera explicação...


"No fundo, é isso, a solidão:
envolvermo-nos no casulo da nossa alma,
fazermo-nos crisálida e aguardarmos a metamorfose,
porque ela acaba sempre por chegar ..."

August Strindberg

segunda-feira, outubro 30, 2006

"Um pouco mais de sol - eu era brasa.
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém......

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi..."


Quase, Mário de Sá Carneiro

sábado, outubro 28, 2006

Fields of love & blood...


We were apart; yet, day by day,
I bade my heart more constant be.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Visões do regresso.


HAPPY the man, whose wish and care
A few paternal acres bound,
Content to breathe his native air
In his own ground.


Alexander Pope - Solitude

terça-feira, outubro 17, 2006

Uma lição de vida...

"Lamento dizer
Que tu vais sofrer para te encontrares
Lamento saber que vais perceber
Que na vida também há azares..."


"Um amigo, um lamento", André Sardet

Eu estive aqui...

sexta-feira, outubro 13, 2006

~ Ma vie ~

0:00 a.m. - 4:45 a.m.
local: sala de espera de uma estação de comboios
ambiente: silencioso, taciturno, mórbido...

Silêncio...
Demasiado silêncio...
Os sentidos estão activos apesar de começarem a esmorecer. Mesmo assim, não me sinto confortável em ceder à tentação de descansar, prefiro observar os despojos humanos que circulam à minha volta... Desprezados da sociedade, apelidados de monstros, mutantes, praga... O cheiro fétido que emitem ajuda-me a manter a vigília, assim como os seus gestos lentos e de trajecto estranho me intrigam... Penso naquilo que os levou ali, até mesmo naquilo que me levou ali... Canso-me de pensar...
Agarro na pequena garrafa de água que jaz a meu lado, bebo para impedir que os lábios quebrem de tão secos que estão, sentindo a frescura das poucas gotas de água. Por momentos esqueço-me que permaneço no mesmo local...
Passa um homem gordo e desgrenhado por mim, não me vê, não porque não me queira ver ou porque eu seja invisível, mas porque a garrafa que traz e a longa e fina linhagem que a antecedeu o ajudavam a isso...
Encosto-me de novo esperando que o tempo passe rápido...
Afinal, não é uma questão de vontade, o tempo demora sempre tempo a fazer-se passar...
E eu fico, assim como aquilo que e rodeia...
Assim sou eu em viajem.

Ignorante mas quentinho...

Por mais estranho que pareça... Sinto-me bem.
Quente, sonolento, dormente...
Se há coisa de que tenho certeza, é que não há coisa alguma que me apeteça fazer...
Apenas "não pensar"...
Ás vezes...
Ás vezes, é melhor ser ignorante.

Those eyes won't steal my freedom

sábado, setembro 16, 2006

One life

I could fly with the angels in the sky above,
feel the wind in my face,
just forgot I had no wings...

quarta-feira, setembro 13, 2006

~ O que procuro ~

Local: rua larga, sem fim à vista
Ambiente: céu encoberto, escuro, uma bela infusão de branco, negro e cinzento
Horas: uma tarde única, mas igual a qualquer outra

Caminho, os passos não são firmes, talvez porque me sinto intoxicado, ou porque não me consigo livrar do peso de todos os erros que cometi ao longo das passadas…
Esqueço que ando, lembro-me de episódios que foram…
Os olhos projectam-se para o céu em prece ao deus que foi, que é e que há-de ser enquanto não explicar porque ando, não o vejo, apenas vejo uma infusão impura de neutralidade…
De nada vale olhar para o céu, porque ele nunca se estenderá até ti…
Baixo o olhar até ao chão, apenas sinto a frio da calçada, a sujidade de outros…
Olho em frente e vejo o longo caminho que me espera, não consigo distinguir o final, mas será de certeza melhor que aqui…

sexta-feira, agosto 11, 2006

Cenário desse jogo?

O mundo é velha cena ensanguentada,
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.

Cesário Verde - Manias!

The game.

domingo, julho 30, 2006

Losing sleep...

You look like you've been losin' sleep
Said a stranger on a train
I fixed him with an ice cold stare and said
I've been havin' those dreams again...

Swervedriver - Last train to satansville

quarta-feira, julho 26, 2006

Ao luar ainda chamo por ti...

Comme vous êtes loin, paradis parfumé,
Où sous un clair azur tout n'est qu'amour et joie,
Où tout ce que l'on aime est digne d'être aimé,
Où dans la volupté pure le coeur se noie!
Comme vous êtes loin, paradis parfumé!

~ A verdade mata ~

Local: no teu quatro
Ambiente: os últimos esforços da luz para penetrar as trevas começam a falhar
Horas: tarde demais para um ser humano normal.

O sangue banha-me os pés. Sinto o suave terror de uma morte nas minhas mãos. Os meus olhos brilham com a loucura que lhes foi sendo adicionada pelo seu portador. Um sorriso surge ao largo dos meus lábios, não chega a ser um sorriso mas sim um fragmento da insanidade que envolvia toda a situação...
A última luz dos prédios que se observava da janela do quarto acabou de se apagar, como que anunciando o funeral de uma alma perdida por ter acreditado que não pode existir traição num beijo...
Depois daquele momento o tempo parou com as tuas palavras que congelavam tudo o que alcançavam como um vento glaciar, cortando as minhas entranhas, incinerando o pequeno reduto de sensatez que ainda residia em mim...
Tentei...
Não consegui...
A lâmina tinha vida própria, serpenteou até estar perto de ti e quando descobriu o teu pescoço ejectou as suas presas cortando a carne deixando o sangue aparecer e esvair-se como vermelhos regatos...
Não consegui ver o teu corpo caído durante muito tempo, tinha acabado de assinar a minha própria morte. Parti tentando esquecer o que tinha feito, também não consegui...
Assim, acabei por deixar-me contaminar pelo veneno da lâmina. Caí sobre os meus joelhos e esperei a vinda gloriosa do irmão que nunca conheci...
Foi assim o dia da nossa queda... Foi assim o dia da minha queda.

quinta-feira, julho 13, 2006

O tempo...

"O tempo não sabe nada,
o tempo não tem razão
O tempo nunca existiu,
o tempo é nossa invenção
Se abandonarmos as horas
não nos sentimos sós
Meu amor,
...o tempo somos nós"

Jorge Palma

sexta-feira, junho 30, 2006

O meu momento.

Acendo um cigarro
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações

Álvaro de Campos - Tabacaria

Fumar mata, viver também...

O meu céu... Demasiado perto e escuro para me dar conforto...











Só tenho uma opção: Deixar-me ir.

segunda-feira, junho 19, 2006

Um sonho, uma vida...

A man lives for as long as we carry inside us,
for as long as we carry the harvest of his dreams,
for as long as we ourselves live,
holding memories in common, a man lives.

Brian Patten - So Many Different Lengths of Time

quinta-feira, junho 15, 2006

Ou não...

I don’t want a tainted love
I want something from above
But don’t go...

Miss Kittin - 1982

The end.

I tried to love you
I did all that I could
I wish that the bad...

Moby - Where you end

sábado, junho 10, 2006

Somos loucos?

Porquê?

Corro... Sei porquê
Não paro... Sei porquê
Continuo a correr... Sei porquê
Tenho medo... Sei porquê
Se paro...
Só paro porque deixei de saber...

O porquê.

So, live as fast as you can...

Por falar em morte

Deixa-te cair, já não tens sangue dentro de ti, apenas pó...
Deixa os outros seguirem, impedes o seu caminho...
Deixa-te secar, para que outro se alimente de ti...
Espera...
Um dia das cinzas vais voltar e então serás de novo chama.