Não quero descer... mas...
Seja...
Um para o caminho...
E um para agora...
quarta-feira, março 29, 2006
Queima[-me]...
En la noche dichosa,
en secreto, que nadie me veía,
ni yo miraba cosa,
sin otra luz ni guía
sino la que en el corazón ardía.
en secreto, que nadie me veía,
ni yo miraba cosa,
sin otra luz ni guía
sino la que en el corazón ardía.
La noche oscura - San Juan de la Cruz
sábado, março 18, 2006
"Lembrança"
Fui essa que nas ruas esmolou,
E fui a que habitou Paços Reais;
No mármore de curvas ogivais
Fui Essa que as mãos pálidas pousou....
Tanto poeta em versos me cantou!
Fiei o linho à porta dos casais...
Fui descobrir a Índia e nunca mais
Voltei! fui essa nau que não voltou...
Tenho o perfil moreno, lusitano,
E os olhos verdes, cor do verde Oceano,
Sereia que nasceu de navegantes...
Tudo em cinzentas brumas se dilui...
Ah! quem me dera ser “Essas” que eu fui,
“As” que me lembro de ter sido... dantes!...
E fui a que habitou Paços Reais;
No mármore de curvas ogivais
Fui Essa que as mãos pálidas pousou....
Tanto poeta em versos me cantou!
Fiei o linho à porta dos casais...
Fui descobrir a Índia e nunca mais
Voltei! fui essa nau que não voltou...
Tenho o perfil moreno, lusitano,
E os olhos verdes, cor do verde Oceano,
Sereia que nasceu de navegantes...
Tudo em cinzentas brumas se dilui...
Ah! quem me dera ser “Essas” que eu fui,
“As” que me lembro de ter sido... dantes!...
Florbela Espanca
PS. (voltei...eu prometi...)
sexta-feira, março 10, 2006
Freiheit...
Liberdade…
Aquilo que procuro…
Desespero por alcançar…
E nunca atinjo.
Porquê?
Porque somos animais sociais
E estamos presos a pequenas coisas.
Cada uma dessas pequenas coisas requer tempo, espaço e liberdade…
E de tantas pequenas coisas
Só podemos esperar uma liberdade restrita.
Isso é a liberdade que nos foi dada…
Para ser livre destas pequenas coisas é necessário quebrar demasiadas barreiras, demasiadas amarras…
Nunca vamos ser livres na totalidade…
Senão ter-se-ia um nome:
Indigente.
Aquilo que procuro…
Desespero por alcançar…
E nunca atinjo.
Porquê?
Porque somos animais sociais
E estamos presos a pequenas coisas.
Cada uma dessas pequenas coisas requer tempo, espaço e liberdade…
E de tantas pequenas coisas
Só podemos esperar uma liberdade restrita.
Isso é a liberdade que nos foi dada…
Para ser livre destas pequenas coisas é necessário quebrar demasiadas barreiras, demasiadas amarras…
Nunca vamos ser livres na totalidade…
Senão ter-se-ia um nome:
Indigente.
Queres Verdade?
If I was in World War Two they'd call me spitfire
Fire
Cause you know that I can
Fire
Cause you know that I can
The Prodigy - Spitfire
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Caprichos.
Hemos perdido aún este crepúsculo.
Nadie nos vio esta tarde con las manos unidas
mientras la noche azul caía sobre el mundo.
He visto desde mi ventana
la fiesta del poniente en los cerros lejanos.
A veces como una moneda
se encendía un pedazo de sol entre mis manos.
Yo te recordaba con el alma apretada
de esa tristeza que tú me conoces.
Entonces, dónde estabas?
Entre qué genes?
Diciendo qué palabras?
Por qué se me vendrá todo el amor de golpe
cuando me siento triste, y te siento lejana?
Cayó el libro que siempre se toma en el crepúsculo,
y como un perro herido rodó a mis pies mi capa.
Siempre, siempre te alejas en las tardes
hacia donde el crepúsculo corre borrando estatuas.
Nadie nos vio esta tarde con las manos unidas
mientras la noche azul caía sobre el mundo.
He visto desde mi ventana
la fiesta del poniente en los cerros lejanos.
A veces como una moneda
se encendía un pedazo de sol entre mis manos.
Yo te recordaba con el alma apretada
de esa tristeza que tú me conoces.
Entonces, dónde estabas?
Entre qué genes?
Diciendo qué palabras?
Por qué se me vendrá todo el amor de golpe
cuando me siento triste, y te siento lejana?
Cayó el libro que siempre se toma en el crepúsculo,
y como un perro herido rodó a mis pies mi capa.
Siempre, siempre te alejas en las tardes
hacia donde el crepúsculo corre borrando estatuas.
Pablo Neruda - Veinte poemas de amor y una canción desesperada
Caprichos?
O true apothecary!
Thy drugs are quick. Thus with a kiss I die.
Thy drugs are quick. Thus with a kiss I die.
Romeo and Juliet - Act 5, Scene 3
Caprichos...
Dígame el que conozca
a Venus y a Cupido
si es más cruel la madre
o es más cruel el hijo.
Qué sé yo: cruel la madre,
crüel y vengativo
es el hijo, que ejerce
tiránicos caprichos.
a Venus y a Cupido
si es más cruel la madre
o es más cruel el hijo.
Qué sé yo: cruel la madre,
crüel y vengativo
es el hijo, que ejerce
tiránicos caprichos.
Ignacio de Luzán - Musa, tú que conoces
domingo, fevereiro 19, 2006
~ Traurig ~
16:25 p.m.
local: no meio de uma revolta dos elementos
ambiente: molhado (dir-se-ia)
Chuva...
Pequenos pedaços de redenção caídos do céu...
Estranho que até com a maior das chuvas a chama infernal não se queira apagar... A cabeça molhada e intoxicada pelo fumo implode...
Continuo, é assim o meu meio de procurar salvação... E a natureza com o seu jeito de mãe ancestral embala-me... Pareço um cachorro ao pé da sua mãe deliciado com o seu carinho...
A água escorre-me pela face, não sei se são lágrimas, mas se forem, de certeza que são de felicidade...
Keep on walkin'...
local: no meio de uma revolta dos elementos
ambiente: molhado (dir-se-ia)
Chuva...
Pequenos pedaços de redenção caídos do céu...
Estranho que até com a maior das chuvas a chama infernal não se queira apagar... A cabeça molhada e intoxicada pelo fumo implode...
Continuo, é assim o meu meio de procurar salvação... E a natureza com o seu jeito de mãe ancestral embala-me... Pareço um cachorro ao pé da sua mãe deliciado com o seu carinho...
A água escorre-me pela face, não sei se são lágrimas, mas se forem, de certeza que são de felicidade...
Keep on walkin'...
domingo, fevereiro 12, 2006
Romasanta
Festivals of pain within the gloomy night, one shadow lurking tall. In a wake of mourning sorrow blood drips from a claw.
Wehrwolfe - Bloodstained honor
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Uma boa frase no meio de um mundo de bling...
We at war
We at war with terrorism, racism
Kanye West - Jesus Walks
We at war with terrorism, racism
but most of all we at war with ourselves
Kanye West - Jesus Walks
domingo, janeiro 22, 2006
Necessidades primárias?
Hoje acordei do outro lado da cama...
Não é normal...
Fugi de um espaço que delimitei havia algum tempo...
Estranho...
Porque me afastei daquele lugar tão acolhedor?
(um pequeno momento de silêncio restaurador)
Uma voz saiu do centro da minha grelha costal, até mais profundamente... das cavernas castanhas e obscuras dos meus pulmões que abraçam eternamente uma gruta de gelo semelhante ao 7º círculo do inferno de nome coração... foram breves as suas palavras de necessidade e de desejo sanguíneo, mas imperativas. Por isso, queimei de novo um inocente, um derradeiro sacrifício ao deus da lascívia...
Não é normal...
Fugi de um espaço que delimitei havia algum tempo...
Estranho...
Porque me afastei daquele lugar tão acolhedor?
(um pequeno momento de silêncio restaurador)
Uma voz saiu do centro da minha grelha costal, até mais profundamente... das cavernas castanhas e obscuras dos meus pulmões que abraçam eternamente uma gruta de gelo semelhante ao 7º círculo do inferno de nome coração... foram breves as suas palavras de necessidade e de desejo sanguíneo, mas imperativas. Por isso, queimei de novo um inocente, um derradeiro sacrifício ao deus da lascívia...
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Era uma vez um menino...
I had a dog
He loved me like a God
But I was just a kid
The kind mothers like
Now I'm big like the sky
And I'm down sized inside
I'm just a baby who looks like a boy
I'm getting all depressed
I look like a man
I feel like an ant
He loved me like a God
But I was just a kid
The kind mothers like
Now I'm big like the sky
And I'm down sized inside
I'm just a baby who looks like a boy
I'm getting all depressed
I look like a man
I feel like an ant
adaptado de Soundgarden
Nunca vou mudar... Apenas posso quebrar.
You wired me awake
And hit me with a hand of broken nails
You tied my lead and pulled my chain
To watch my blood begin to boil
And hit me with a hand of broken nails
You tied my lead and pulled my chain
To watch my blood begin to boil
Soundgarden - Rusty Cage
segunda-feira, janeiro 16, 2006
Oportunidades
A vida...
Algo demasiado precioso para ser avaliado com um punhado de palavras...
Apesar disso as pessoas tendem a simplificar aqui que as ultrapassa, vivendo na sua bela, doce e fútil ignorância... Quero com isto dizer que abomino a certeza, espero a incerteza, porque é ela que nos faz ser mais...
Para além disso o mundo não é perfeito, as pessoas não são perfeitas e as acções não são perfeitas, porque é que insistem em ver a vida pelo prisma da simplicidade atroz? Porquê?
Com isto quero dizer que não somos ninguém para julgar os outros, muito menos de os ostracizar, por isso... vivo feliz por não julgar sempre com veredito na mão, mas sim com a mão aberta para uma segunda oportunidade...
Algo demasiado precioso para ser avaliado com um punhado de palavras...
Apesar disso as pessoas tendem a simplificar aqui que as ultrapassa, vivendo na sua bela, doce e fútil ignorância... Quero com isto dizer que abomino a certeza, espero a incerteza, porque é ela que nos faz ser mais...
Para além disso o mundo não é perfeito, as pessoas não são perfeitas e as acções não são perfeitas, porque é que insistem em ver a vida pelo prisma da simplicidade atroz? Porquê?
Com isto quero dizer que não somos ninguém para julgar os outros, muito menos de os ostracizar, por isso... vivo feliz por não julgar sempre com veredito na mão, mas sim com a mão aberta para uma segunda oportunidade...
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Ser passageiro...
Caminhei, vi, parti...
Outra vez...
Isto está a tornar-se repetitivo...
Bem...
Não há nada como uma boa viajem de comboio...
O ar dizia adeus do fundo do coração, eu olhava para trás...
Levei comigo uma lágrima de felicidade e uma vontade de voltar...
Até à próxima...
Outra vez...
Isto está a tornar-se repetitivo...
Bem...
Não há nada como uma boa viajem de comboio...
O ar dizia adeus do fundo do coração, eu olhava para trás...
Levei comigo uma lágrima de felicidade e uma vontade de voltar...
Até à próxima...
Um agora, outro para o caminho...
I dream...
I dream of when you're in my arms and the world starts making sense... In that moment there is no pretence and no defence...
I dream of when when your lips touch mine and I lose control...
I forget I'm cold... And dying...
I dream of when when your lips touch mine and I lose control...
I forget I'm cold... And dying...
thanks Martin
Acredito.
Even the stars look brighter tonight
Nothing's impossible
I still believe in love at first sight
Nothing's impossible
Nothing's impossible
I still believe in love at first sight
Nothing's impossible
Depeche Mode - Nothing's impossible
terça-feira, dezembro 20, 2005
~ Reborn ~
23:45 a.m.
local: no meio de tudo
ambiente: um vento brincalhão, uma chuva suave... o meu sonho de ambiente
Finalmente acordei, estava a pensar havia demasiado tempo...
Como seria possível?
Alguma coisa estava errada... Não sabia o quê mas agora vejo claramente, não era eu, ou o que disse era apenas...
De tanto pensar esqueci-me... O importante é que não aparece nada à minha frente quando olho para o futuro... Sou eu, o passageiro eterno a partir para mais uma caminhada, mais sítios para ver, mais sensações para brincar com as emoções... Enfim uma imensidão de coisas que tinha esquecido...
Acendo um, o outro vai no bolso para o caminho... O caminho vê-se claramente...
Felizmente há luar...
local: no meio de tudo
ambiente: um vento brincalhão, uma chuva suave... o meu sonho de ambiente
Finalmente acordei, estava a pensar havia demasiado tempo...
Como seria possível?
Alguma coisa estava errada... Não sabia o quê mas agora vejo claramente, não era eu, ou o que disse era apenas...
De tanto pensar esqueci-me... O importante é que não aparece nada à minha frente quando olho para o futuro... Sou eu, o passageiro eterno a partir para mais uma caminhada, mais sítios para ver, mais sensações para brincar com as emoções... Enfim uma imensidão de coisas que tinha esquecido...
Acendo um, o outro vai no bolso para o caminho... O caminho vê-se claramente...
Felizmente há luar...
domingo, dezembro 18, 2005
Em busca do Norte...
"Deixo os dias sempre iguais
os mundos virtuais
deixo a civilização que herdei
colher o que plantou
abandono o carrossel
a Torre de Babel
deitei fora o passaporte
Confio às constelações
as minhas convicções
quebro o gelo que se atravessar
no rumo que eu escolhi
o astrolábio que há em mim
vai respirar enfim
hei-de alcançar o meu Norte"
os mundos virtuais
deixo a civilização que herdei
colher o que plantou
abandono o carrossel
a Torre de Babel
deitei fora o passaporte
Confio às constelações
as minhas convicções
quebro o gelo que se atravessar
no rumo que eu escolhi
o astrolábio que há em mim
vai respirar enfim
hei-de alcançar o meu Norte"
Jorge Palma
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Conselho?
I know
You'd better believe
That everything you do
You can't understand it
Or ever justify
I don't want to be you guide
But stay with me and think for a while
Again
You'd better believe
That everything you do
You can't understand it
Or ever justify
I don't want to be you guide
But stay with me and think for a while
Again
Lacuna Coil - The Secret
Beladona
Circa mea pectora multa sunt suspiria
De tua pulchritudine, que me ledunt misere.
De tua pulchritudine, que me ledunt misere.
Theatre of tragedy - Venus
Levanta-te
Underjorden skall vi förbli,
ständigt vi växa i styrka
Och på den sista dagen stiga vi fram
för att ta igen det som en gång var vårt
ständigt vi växa i styrka
Och på den sista dagen stiga vi fram
för att ta igen det som en gång var vårt
Finntroll - Svartberg
Far sight...
I saw her shadow standing in the darkness
Awaiting me like the night
Awaits the day
Standing silent smiling at my presence
A black candle holds the only light
Darkness encloses
And the candle seem to expire
In her cold, cold hand
And as a forlorn soul
It will fade away
Awaiting me like the night
Awaits the day
Standing silent smiling at my presence
A black candle holds the only light
Darkness encloses
And the candle seem to expire
In her cold, cold hand
And as a forlorn soul
It will fade away
Opeth - In The Mist She Was Standing
Espero demais e acabo desiludido...
In solitude I wander....
Through the vast enchanted forest
The surrounding skies are one
Torn apart by the phenomenon of lightning
Rain is pouring down my (now) shivering shoulders
In the rain my tears are forever lost
Through the vast enchanted forest
The surrounding skies are one
Torn apart by the phenomenon of lightning
Rain is pouring down my (now) shivering shoulders
In the rain my tears are forever lost
Opeth - The Apostle In Triumph
sexta-feira, novembro 25, 2005
Brincar aos partidos.
-Olá!
-Olá...
- Vamos brincar aos partidos?
- Sim, pode ser...
- Eu agora vou dizer que o teu partido é mau, a tua mamã é má, o teu papá é mau e a tua irmã mais velha também.
- Está bem. Depois eu vou bater-te com o meu carrinho na testa e tu fazes queixa à tua mamã, que eu faço a minha...
- Mas não te esqueças que o meu pai é polícia.
- E o meu é bombeiro.
É este o fundo em comum dos nossos candidatos actuais a presidência da república... por isso digo: Diz-me ao que brincas dir-te-ei quem és.
-Olá...
- Vamos brincar aos partidos?
- Sim, pode ser...
- Eu agora vou dizer que o teu partido é mau, a tua mamã é má, o teu papá é mau e a tua irmã mais velha também.
- Está bem. Depois eu vou bater-te com o meu carrinho na testa e tu fazes queixa à tua mamã, que eu faço a minha...
- Mas não te esqueças que o meu pai é polícia.
- E o meu é bombeiro.
É este o fundo em comum dos nossos candidatos actuais a presidência da república... por isso digo: Diz-me ao que brincas dir-te-ei quem és.
Não me vou repetir...
"...for the higher he climbs, the more alluring his old goal that was once promised him rises from the veil of the past, and with feverish avidity his keenest minds see the dream of world domination tangibly approaching."
Adolf Hitler - Mein Kampf
Pelo mesmo motivo...
"Our powers may be limited but we know and we must affirm what we mean and what we want."
Speeches - Winston Churchil
Por falar em presidenciais e estado...
«O Estado, quando tiramos as conclusões da sua análise histórica, não é um Poder imposto do lado de fora à sociedade; não é também a "realidade da ideia moral", é antes pelo contrário, um produto da sociedade numa determinada fase do seu desenvolvimento.»
Estado e revolução - Vladimir Ilitch Ulianov
domingo, novembro 20, 2005
Deambulação...
Okay, I'm reloaded, okay, the heat's loaded
Okay, now we rollin, okay
My fo-fo peace talking, sound oh so sweet talking
Do mo, mo street talking, then Stone Cold Steve Austin
And I bang it well, slang is well, shave it well
Hell, you looking a preview of the Matrix 12
L rock them, I'm hear to shake the bells
Shake your bells, what's my name
Okay, now we rollin, okay
My fo-fo peace talking, sound oh so sweet talking
Do mo, mo street talking, then Stone Cold Steve Austin
And I bang it well, slang is well, shave it well
Hell, you looking a preview of the Matrix 12
L rock them, I'm hear to shake the bells
Shake your bells, what's my name
S.A.N.T.A.N.A. - The Diplomats
Guess I'll die another day
For every sin, I'll have to pay
A time to work, A time to play
I think I'll find another way
It's not my time to go
A time to work, A time to play
I think I'll find another way
It's not my time to go
Madonna - Die Another Day
quinta-feira, novembro 10, 2005
Falamos depois...
"Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã... "
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã... "
excerto de "Adiamento"-Álvaro de Campos
terça-feira, novembro 08, 2005
Fermoso Tejo meu, quão diferente
Fermoso Tejo meu, quão diferente
Te vejo e vi, me vês agora e viste:
Turvo te vejo a ti, tu a mim triste,
Claro te vi eu já, tu a mim contente.
A ti foi-te trocando a grossa enchente
A quem teu largo campo não resiste;
A mim trocou-me a vista em que consiste
O meu viver contente ou descontente.
Já que somos no mal participantes,
Sejamo-lo no bem. Oh! quem me dera
Que fôramos em tudo semelhantes!
Mas lá virá a fresca Primavera:
Tu tornarás a ser quem eras de antes,
Eu não sei se serei quem de antes era.
Francisco Rodrigues Lobo
segunda-feira, novembro 07, 2005
Um título como outro qualquer...
Um texto como outro qualquer...
Um autor como outro qualquer...
Uma pessoa como outra qualquer...
Uma ideia como outra qualquer...
Um blog como outro qualquer...
Uma mentalidade como outra qualquer...
Talvez não...
Há coisas que são demasiado diferentes para dizeres que são como quaisquer outra... Por isso...
"I'm breathing, I'm bleeding, I'm sreaming: Scum of the earth!"
Um autor como outro qualquer...
Uma pessoa como outra qualquer...
Uma ideia como outra qualquer...
Um blog como outro qualquer...
Uma mentalidade como outra qualquer...
Talvez não...
Há coisas que são demasiado diferentes para dizeres que são como quaisquer outra... Por isso...
"I'm breathing, I'm bleeding, I'm sreaming: Scum of the earth!"
domingo, novembro 06, 2005
A importância de ler os sinais...
"-Basta olhar o céu para saber que amanhã chove.
-Mas eu olho o céu e não sei dizer se amanhã chove.
-É que não sabes ler os sinais.
-Que sinais?
-Os sinais.... "
-Mas eu olho o céu e não sei dizer se amanhã chove.
-É que não sabes ler os sinais.
-Que sinais?
-Os sinais.... "
Achei engraçado....leiam os sinais...
sexta-feira, novembro 04, 2005
Estigma.
Olha me nos olhos.
Diz-me...
aquilo...
que escondes.
Não...
vou...
perguntar...
mais...
nenhuma...
vez.
Just don't wanna wake from this nightmare called life...
Everything's goin' backwards
Nothing's what it seems
I awake from my nightmares
Smash the mirrors, smash the dreams
Nothing's what it seems
I awake from my nightmares
Smash the mirrors, smash the dreams
Apartment 26 - Backwards
quinta-feira, novembro 03, 2005
Desilusão...
Solidão leva-nos a crer
Em alguma perfeição
Bate então na nossa porta
Sentimento, desilusão.
Sem ousar ensinuar
Devora-nos sem pudor
Deixa tudo sem sentido
Faz pedaços do amor
Todo aquele que acredita
Feliz um dia ser
Encontrar alguém especial
Alguém para crescer
Não espera por um momento
Ser por certo iludido
Ter o coração enganado
E o orgulho ferido
Leve então esta mensagem
Na mente como no coração
Tome cuidado quando houver
Sentimento, desilusão.
Em alguma perfeição
Bate então na nossa porta
Sentimento, desilusão.
Sem ousar ensinuar
Devora-nos sem pudor
Deixa tudo sem sentido
Faz pedaços do amor
Todo aquele que acredita
Feliz um dia ser
Encontrar alguém especial
Alguém para crescer
Não espera por um momento
Ser por certo iludido
Ter o coração enganado
E o orgulho ferido
Leve então esta mensagem
Na mente como no coração
Tome cuidado quando houver
Sentimento, desilusão.
Lucas Szekir Klassmann
domingo, outubro 30, 2005
O cavalinho...
Hoje desenhei num papel
Um pequeno carrocel
De cavalinhos de muitas cores.
De seguida entrei nele
E lá me perdi de amores
Por um cavalinho triste
Que me pediu, por favor,
Que lhe ensinasse a cor do sorrir
E, do sentir, o sabor,
Pois só conhecia o do sal
Que lhe queimava a alma
Da madeira que o sustentava,
E lhe tirava o alento
De soltar as crinas ao vento
E sonhar!...
Em espanto, toquei o cavalinho,
No dorso pousei minha mão
E, com carinho, lhe dei, num sorriso,
Um pedacinho do coração!
Pouca coisa...
Que, para quem nunca sentiu,
Uma pequena gota é um rio
E o micro transforma-se em macro
Na passagem de um segundo!
E uma ilha passa a ser o mundo,
E numa flor vê-se o jardim...
Num simples toque saboreia-se
O macio do cetim...
E o pálido rosto vira carmim...
E...
O cavalinho sorriu para mim
E disse, simplesmente:
" Eu gosto de ti!"
Eu...
Bebi o mel daquele olhar,
Saí depressa do papel
E não deixei que o cavalinho
Me visse chorar!...
Agora,
Quando olho o carrocel,
Sei que aquele cavalinho,
De olhar de mel,
Um dia aprendeu...
A amar!
Um pequeno carrocel
De cavalinhos de muitas cores.
De seguida entrei nele
E lá me perdi de amores
Por um cavalinho triste
Que me pediu, por favor,
Que lhe ensinasse a cor do sorrir
E, do sentir, o sabor,
Pois só conhecia o do sal
Que lhe queimava a alma
Da madeira que o sustentava,
E lhe tirava o alento
De soltar as crinas ao vento
E sonhar!...
Em espanto, toquei o cavalinho,
No dorso pousei minha mão
E, com carinho, lhe dei, num sorriso,
Um pedacinho do coração!
Pouca coisa...
Que, para quem nunca sentiu,
Uma pequena gota é um rio
E o micro transforma-se em macro
Na passagem de um segundo!
E uma ilha passa a ser o mundo,
E numa flor vê-se o jardim...
Num simples toque saboreia-se
O macio do cetim...
E o pálido rosto vira carmim...
E...
O cavalinho sorriu para mim
E disse, simplesmente:
" Eu gosto de ti!"
Eu...
Bebi o mel daquele olhar,
Saí depressa do papel
E não deixei que o cavalinho
Me visse chorar!...
Agora,
Quando olho o carrocel,
Sei que aquele cavalinho,
De olhar de mel,
Um dia aprendeu...
A amar!
Cristina Fidalgo
terça-feira, outubro 25, 2005
Sempre...
Como se os nossos corpos rebolassem num colchão de palavras,
nadei nos conceitos que me sussurraste ao ouvido,
nas frases soltas que tomaram forma afirmativa do meu e do teu ser!
Gemi as exclamativas frases que me arrancaste do fundo do peito...
Amei-te num futuro mais-que-perfeito!
Bani dos meus horizontes o modo condicional do verbo sentir
e usei o gerundio do gosto de sorrir...
Num complemento circunstâncial de modo...
Amei-te!
No circunstâncial de lugar fiquei à espera que o circunstâncial de tempo fosse um segundo...
do tamanho do mundo!
Antes do amo coloquei um pronome pessoal e a seguir um reflexo
e vi que tinha nexo o que acabei de te dizer!
Muniste-te então do campo lexical de tempo...
Sob a forma determinante da interrogativa
e surgiu o "quando?"
logo seguido da verbalização angustiada do "amanhã?"
Apenas te respondi
no modo docemente circunstancial
com a única temporal que eu senti:
Sempre!
nadei nos conceitos que me sussurraste ao ouvido,
nas frases soltas que tomaram forma afirmativa do meu e do teu ser!
Gemi as exclamativas frases que me arrancaste do fundo do peito...
Amei-te num futuro mais-que-perfeito!
Bani dos meus horizontes o modo condicional do verbo sentir
e usei o gerundio do gosto de sorrir...
Num complemento circunstâncial de modo...
Amei-te!
No circunstâncial de lugar fiquei à espera que o circunstâncial de tempo fosse um segundo...
do tamanho do mundo!
Antes do amo coloquei um pronome pessoal e a seguir um reflexo
e vi que tinha nexo o que acabei de te dizer!
Muniste-te então do campo lexical de tempo...
Sob a forma determinante da interrogativa
e surgiu o "quando?"
logo seguido da verbalização angustiada do "amanhã?"
Apenas te respondi
no modo docemente circunstancial
com a única temporal que eu senti:
Sempre!
Cristina Fidalgo
sábado, outubro 22, 2005
Waitin' for the Revelation
I don't wanna go to school.. i don't need no education
I don't wanna be like you.. i don't wanna save the nation
I just wanna live my life.. everyday a celebration
One day i'ma leave this world.. i'm waitin for the revelation
I don't wanna be like you.. i don't wanna save the nation
I just wanna live my life.. everyday a celebration
One day i'ma leave this world.. i'm waitin for the revelation
D12 - Revelations
Passado...
"Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia. "
Fernando Pessoa, 1931.
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia. "
Fernando Pessoa, 1931.
Amava-te...(suspiro)
quarta-feira, outubro 19, 2005
~ I'll see you in my dreams ~
4:00 a.m. - 1:00 p.m.
local: demasiado desorientado...
ambiente: demasiado cansado...
Caminho incerto dos meus passos...
Em torno de mim desenrola-se um bailado de formas sorridentes que dizem através dos seus dentinhos aguçados para acabar aquilo que vim para fazer.
Algo me faz tombar.
Como um colosso com demasiada energia cinética abato-me sobre o solo deixando um rasto de destruição na região de impacto. A mente que até aquele momento coordenava as poucas funções motoras que ainda restavam desapareceu, acompanhando fotões a uma velocidade que o corpo não foi capaz de acompanhar.
Linhas paralelas formaram-se em torno do túnel percorrido pela minha mente, enclausurado sentindo uma suave junção de claustrófobia e dor acabei por perder-me da minha própria mente acabando no vazio...
Passado algum tempo senti calor em algo que pensava ter perdido há muito, uma mão tocava-me na face, os meus olhos traíram-me não querendo abrir, mas a mão insistia em dar o seu calor balsâmico. Lentamente os olhos acabaram por ceder à sua teimosia...
A visão fez-me chorar, já não era a visão do inferno negro da noite, agora era uma luz intensa que me fazia chorar, apesar de gradualmente já conseguir distinguir formas...
Não, não era Deus ou um anjo... Era um chamamento... A minha última remissão para todos os pecados...
Era...
local: demasiado desorientado...
ambiente: demasiado cansado...
Caminho incerto dos meus passos...
Em torno de mim desenrola-se um bailado de formas sorridentes que dizem através dos seus dentinhos aguçados para acabar aquilo que vim para fazer.
Algo me faz tombar.
Como um colosso com demasiada energia cinética abato-me sobre o solo deixando um rasto de destruição na região de impacto. A mente que até aquele momento coordenava as poucas funções motoras que ainda restavam desapareceu, acompanhando fotões a uma velocidade que o corpo não foi capaz de acompanhar.
Linhas paralelas formaram-se em torno do túnel percorrido pela minha mente, enclausurado sentindo uma suave junção de claustrófobia e dor acabei por perder-me da minha própria mente acabando no vazio...
Passado algum tempo senti calor em algo que pensava ter perdido há muito, uma mão tocava-me na face, os meus olhos traíram-me não querendo abrir, mas a mão insistia em dar o seu calor balsâmico. Lentamente os olhos acabaram por ceder à sua teimosia...
A visão fez-me chorar, já não era a visão do inferno negro da noite, agora era uma luz intensa que me fazia chorar, apesar de gradualmente já conseguir distinguir formas...
Não, não era Deus ou um anjo... Era um chamamento... A minha última remissão para todos os pecados...
Era...
terça-feira, outubro 18, 2005
Scream
Its time for yo confessions I be the priest
Celebrate and salute the sign of a suicidal soldier
Better become a bible holder as I start to massacre
Men with a verbal recital that's colder
Celebrate and salute the sign of a suicidal soldier
Better become a bible holder as I start to massacre
Men with a verbal recital that's colder
Kill Us All - Twista
Murderous Walk...
Man in the front got a sinister grin, careen down highway 666
We wanna go, crush the slow, as the pitchfork bends the needles grow
Marms are wheels, my legs are wheels, my blood is pavement
We're gonna ride to the abbey of thelema, to the abby of thelema
We wanna go, crush the slow, as the pitchfork bends the needles grow
Marms are wheels, my legs are wheels, my blood is pavement
We're gonna ride to the abbey of thelema, to the abby of thelema
Misery Machine - Marilyn Manson
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